terça-feira, setembro 15, 2009

uno más que habla español


Filho de peixe, peixinho é.
E se o peixão gosta de tênis, os peixinhos também hão de gostar.
Dia de final de tênis em casa é dia de torcida fervorosa, para quem quer que seja o desaviante do Federer.
Felizmente, tivemos um show ontem à noite...
E Del Potro foi o nosso heroi.

Bom, temos muito o que falar..
Por isso, vou começar pelo óbvio: Federer é o melhor, mais completo, com direitas, esquerdas, saque, voleios e movimentação de pernas mais perfeitos de toda a história do tênis.
E quanto a isso não tem o que discutir.
E como não tem o que discutir, não tem como torcer para ele.
A razão é simples: torcer para quem já tem lugar reservado no pódio não tem graça, ainda mais quando o lugar no pódio, na grande maioria das vezes, é o primeiro.
E não tem graça torcer para alguem que não vibra, não se emociona, não transpira, não te levanta da cadeira para torcer junto por um ponto.
Por tudo isso... o peixe e os peixinhos não torcem para o Federer.
Aliás, torcemos para qualquer um que entra em quadra com ele.
E quando esse ainda tem chances de ganhar, a torcida fica mais vibrante.

Ontem, as chances de Del Potro eram pequenas no primeiro set. Federer ganhou fácil e mostrou para todo mundo o que já estamos acostumados a ver: um show, realizado sem esforço algum.
Mas, então... um argentino com sangue latino começou a mostrar a ele para que estava ali.
Sensacional!

Eu que sou fã de carteirinha do Guga, incluí mais um ídolo na minha lista do tênis. Que diga-se de passagem é bem restrita.
Em primeiro lugar vem o Guga; que é genuinamente brasileiro, tem raça, tem jogo, tem estilo na quadra e tem um "auannn" fofo quando saca.
Em segundo lugar temos o Nadal, nosso touro. Que vibra, luta até o final, tem jogadas excepcionais, batidas fortes, tem o nosso sangue latino e fala espanhol.
Agora, o mais recente integrante: Del Potro. Argentino, fala espanhol, com quase 2 metros de altura, joga com a tranquilidade de quem não tem à sua frente um Federer e o atropela...

E por falar em Argentina...
O terceiro assunto do dia é: a ignorância sem igual dos americanos.
Estavávamos assistindo a transmissão do us open no Sportv, em português, mas como ela estava falhando muito trocamos de canal (Espn) por alguns instantes ...
Instantes suficientes para nos irritarmos com os comentários do narrador e comentarista americanos.
Estavam eles, comentando que Argentina "is a small country" e que lá eles não tinham grandes estrelas no tênis.
Hello!!!
Pra começar... a Suiça (de Federer) é grande né?
A Suiça tem 41 285 km², comparados aos 2.780.400 km² de extensão da Argentina.
E a Argentina possui um dos grandes tenistas da história, Guillermo Vilas além de extensa lista de bons tenistas, inlcuindo Gabriela Sabatini.
Então, vamos combinar que um comentarista de tênis não pode ter conhecimentos tão restritos sobre o assunto.

Mas, americanos são assim..
Como acham que a Amazônia não é brasileira, ensiam nas suas escolas somente o que lhes é agradável da história mundial, quando não ensiam coisas erradas.
Acho isso o fim da picada.

E para quem acha esquisito eu falar bem da Argentina..
Bem, hermanos...
Só tenho problema com eles no futebol!
Quanto ao resto, adoro Bs As, adoro o serviço que eles nos oferecem na cidade, adoro os vinhos de lá, e torço pelos jogadores (de tênis) argentinos.

E depois que o meu espanhol favorito (e genuíno) fala espanhol ao pé do meu ouvido...
Posso até dizer que acho a lingua linda!

segunda-feira, setembro 07, 2009

up


O que poderia juntar um velhinho que acaba de se tornar viúvo, um escoteiro gordinho com uma missão e uma viagem com balões ?

Up, o novo desenho da Disney e Pixar, junta esses três elementos em uma história deliciosa que, como todos os desenhos inteligentes, tem risadas garantidas para todas as idades.

Mas, espere um momento... O velhinho e o escoteiro estão ok. Mas, uma viagem com balões, no plural? Não seria uma viagem de balão?
Não! Pois, não se trata de uma viagem de balão comum, e sim de uma viagem dentro de sua própria casa com milhares de balões coloridos presos à ela!

Afinal de contas, quem é que nunca pensou na possibilidade de sair por aí, sendo levado por alguns balões coloridos, cheios de gás hélio?

É justamente esse o toque especial do filme. Tudo o que cada um de nós já sonhou em fazer com balões cheios de gás hélio, está se tornando realidade na viagem do Sr. Fredricksen, o tal velhinho de 78 anos com espírito super aventureiro.

A história fica ainda melhor na companhia de um escoteiro fofíssimo, Russell, que só precisa concluir a missão de ajudar um velhinho para ter todos os botons de escoteiro mirim.
O resto da história, precisa ser vista nos cinemas... vale a pena!

Vale a pena pelo filme, muitissimo bem feito; vale a pena pelas crianças ao seu redor e pelos comentários fofos que elas fazem, sem querer. Ontem, tinha um menininho que dava boa noite pro Sr. Fredricksen todas as vezes que ele se sentava na poltrona e fechava os olhos... E tinha a presença mais que especial da nossa querida, Valentina. Ela só conseguiu prestar atenção no filme por, no máximo 20 minutos. Depois quis dar pipoca na boca de todo mundo; tirar e colocar o óculos do 3d de todo mundo e passou no colo de todos até não conseguir mais ficar quietinha naquela sala escura. Gentem... ela só tem um ano e cinco meses!

Vale a pena ir ao cinema para ver os detalhes de cada personagem, os traços de cada um. O Russell é todo fofo e seus olhinhos, dentinhos e orelhas acompanham os traços redondos. O Sr. Fredricksen tem os traços retangulares; seu queixo, a armadura dos seus óculos e suas orelhas são cheias de traços retos. E tudo é muito bem pensado para que as características físicas dos personagem componha o perfil de cada um.

Adoro desenhos animados!
Neles, podemos sair um pouco da realidade nua e crua e tudo pode se tornar realidade.
O colorido é mais colorido, o bem e o mau estão muito bem definidos e a gente sempre sabe quem ganha no final.

Vale a pena se deixar levar pelos balões coloridos e estar nas nuvens, nem que seja por alguns minutos...

sexta-feira, setembro 04, 2009

cena contemporânea


Se ainda não tem programa para o final de semana prolongado...
Não perca a oportunidade de conhecer o Cena Contemporânea; festival internacional de teatro de brasília.

Tive a grande felicidade de descobrir esse mundo novo, há 3 anos.
Digo mundo novo, com todas as letras porque o festival é excepcional.
Das companhias de teatro ao o público ... dá para se entregar à magia do teatro.

Nada como a emoção cara a cara dos artistas com o a gente do outro lado do palco.
A fila na porta do teatro, pessoas que você nunca viu na vida, as luzes que piscam, avisando o início da sessão, a emoção que se sente, o agradável e o desagradável, as surpresas e as palmas e bravos no final da apresentação.
Adoro!

Eu e o meu melhor companheiro do mundo (e para qualquer lugar do mundo), tivemos a nossa primeira experiência do cena contemporânea no Teatro Funarte Plínio Marcos (humm.. que coincidência!).

Ah! Um pequeno parêntese: eu que nunca tinha ido ao Teatro Funarte achava que o espaço tinha alguma coisa a ver com índio... que vergonha! Mas, nada como a experiência vivida para entender que Funarte tinha, realmente, a ver com arte.
Ainda bem!

A peça deste dia, no Teatro Funarte, era "Sopro" do Grupo Lume de São Paulo; uma espécie de samurai com um quimono feito de papel manteiga que passou o tempo todo em silêncio, fazendo movimentos lentos no palco...Diferente, com certeza! E muito interessante...

Depois deste, vieram vários outros bons e/ou maravilhosos espetáculos.
E o melhor de tudo é sentir a energia teatral envadir a cidade.
A variedade das peças, das salas de teatro e dos horários de apresentação é tão grande que fica difícil não encaixar na sua programação.

Eu não vou deixar de ver, ao menos, um espetáculo!
E quem sabe a gente não se encontra por lá?

Ou... por aqui.
Certamente vou ter que dividir a minha experiência com vocês!


Programação

quinta-feira, setembro 03, 2009

tv com conteúdo

Contém o quê?

Notícias
Se você fica ligado o dia inteiro no computador, como eu, as notícias são constantemente atualizadas. Se você, ao entrar no seu carro, liga o rádio na cbn (porque as outras rádios são insuportáveis - afinal de contas ouvir músicas de péssimas baladas o dia inteiro não é para qualquer um) as notícias se repetem...
E se no final do dia você não consegue dormir sem ver a cara do William Bonner e da Fátima Bernardes repassando as notícias que você já sabe, você acaba ovindo a mesma coisa uma dezena de vezes.
Diga-se de passagem que as notícias nunca são boas. Ninguém conta sobre a paz na Escócia, o alto índice de escolaridade da Noruega ou sobre as boas práticas de políticos holandeses.

Novela
Se você não se encaixa no perfil "notícias", existe uma grande chance de se enquadrar no perfil "não sou viciado em novela, mas assisto sem-querer um pouquinho todos os dias". Afinal de contas, são os últimos capítulos...
Dá para relaxar e não pensar (por um instante) nos problemas que o casal Bonner acabou de anunciar. Ainda assim, é difícil não se irritar com as burrices diárias do Raul Cadore ou com as dançinhas constantes dos indianos..

Filmes
Quando você tem a sorte de achar algum filme bom, que você não tenha visto ou que você já não tenha repetido uma quinze vezes, até dá para curitr o sofá.

Esportes, Entrevistas, Documentários, Canais Internacionais, Reality Shows, Cirurgias Plásticas, Animal Planet, Desenhos Animados etc.

O meu perfil é o seguinte: ouço, leio e vejo as mesmas notícias o dia inteiro; "não sou viciada em novela, mas assisto um pouquinho todos os dias"; assisto bons filmes de vez em quando e com maior frequência repito filmes que já assisti uma dezena de vezes e de vez em quando consigo agregar algum conteudo interessante ao meu momento sofá.

Não sou viciada em televisão, mas gosto de ficar no sofá no final do dia.
Relaxa e espairece a cabeça.
Adoro um programa específico: Saia Justa na GNT. Sempre tem algum assunto interessante e a confusão daquelas quatro mulheres que tentam, ao mesmo tempo, dar a sua opinião é o máximo. Em especial, sou fã da Beth Lago (as caras, bocas e olhares que ela faz quando não concorda com as outras.. é o máximo!).

Além desse, o Alternativa Saúde (também da GNT) tem sempre alguma coisa legal.
Ontem, o assunto era café...
(Será que eu amei?)
Tinha um médico convidado, falando sobre os mitos do café em relação à saúde (café faz muuito bem à saúde); as propriedades do café descafeinado e ele falou uma frase que eu amei:

"O café tem que ser quente como o inferno, puro como um anjo, doce como o amor e nunca tão preto como o carvão".

Concluí que a tv pode te proporcionar o conteúdo que você procura, desde que você esteja disposto à descansar no sofá por alguns instantes e que nesses instantes você econtre prazer.

Como tudo na vida... Sem excessos, pode te fazer muito bem.

(Essa não seria uma boa hora de deixar um dos meus canais de notícias de lado?)

domingo, agosto 30, 2009

ímã




Um feliz e inesperado convite me deu a oportunidade de assistir uma verdadeira obra de arte, ontem, no Teatro Nacional.

Capítulo à parte, o teatro.
O nosso, grandioso e cheio de personalidade está, por ora, sem seu charme; seus cubos colados quase que aleatoriamente ao redor da pirâmide irregular foram retirados para tão esperada restauração...
Adoro ir ao teatro.
Tem um quê de mágica, de nervosismo, de escuro, de luzes que piscam antes de estréia, de rezas até a súbita entrada no palco com uma centena de pessoas à espera do inesperado.

Ontem, o inesperado fez com que eu parasse de respirar por alguns instantes e só depois de me dar conta do que estava por vir, inspirei e suspirei.
O Grupo Corpo é uma verdadeira obra de arte.

Ímã é o nome do espetáculo que traz toda a subjetividade da polaridade dos corpos humanos. Atração e repulsa são, de forma majestosa, representados na dança comtemporânea do grupo que não poderia ter um nome mais sugestivo.
O Grupo Corpo revela a verdadeira obra de arte.

O primeiro ato, que durou uma hora, me deixou tão atônita que não mexi as pernas nem os braços, permanecendo na mesma posição que me encontrava. A primeira obra apresentada foi Bach (de 1996) com música de Bach, em sintonia com o barroco e vozes gregorianas, que traziam o compasso para o movimento de corpos que dançavam um balé clássico, contemporâneo e de bossa. Afinal de contas, a forma com que eles movimentam seus quadris é originalmente brasileiro.

Quando o primeiro ato terminou fiquei louca pois, o corpo de dança nos agradeceu e nós os saudamos como se fosse a ultima apresentação. Logo depois, acenderam as luzes do teatro e muitas pessoas se levantaram em diração ao foyer e eu comecei a perguntar "acabou?", com a maior cara de desespero possível... Eu precisava de ver mais, eu precisava de sentir mais.

Não, não havia acabado. A nova obra prima do grupo, Ímã, ainda estava por vir.
Ainda bem! Precisava de duas horas de arte dançada para entender os movimentos que somos capazes de fazer.
Opa, "somos" coisa nenhuma... Movimentos que eles são capazes de fazer.

Ímã não tem cenografia física, se assim podemos dizer. São as cores trabalhadas de forma indescritível que dão cenografia ao espetáculo. Os tons de verde, rosa, amarelo, azul suaves e outras vezes fortes, são contrastados com o figurino dos bailarinos que ora são cinzas, ora são amarelos, vermelhos, laranjas, rosa choque, azul... Uma imagem fantástica.
Até tentei imaginar quantas pessoas estariam nos bastidores ajudando os bailarinos a se trocar tantas vezes e tão rapidamente.

O espetáculo Ímã nos extasia.
Movimentos reais de atração e repulsa, como se os corpos estivessem interagindo através de um ímã. A suavidade do balé clássico se mistura à contemporaneidade da cabeça que acompanha o corpo e dos pés em flex. A facilidade com a qual os bailarinos pulam, caem no chão, se entrelaçam e, por quê não, dançam até nos dão a impressão de que podemos subir no palco e acompanhá-los.
Mas, isso fica só na ilusão...

É melhor deixar o espetáculo com quem sabe fazer o espetáculo com maestria.
O Grupo Corpo, repito, é a obra de arte.

sábado, agosto 29, 2009

mais velho




Comemos o bolo e nos esquecemos de cantar o parabéns...

Gente!
O blog fez (há mais de vinte dias!) seu primeiro mês de vida e eu me esqueci de comemorar.
Que vergonha...

Mas, como o mais importante é ser lembrado, gostaria de dedicar este post ao meu próprio blog.
E agradecer a todos que nos visitam e deixam o seu carinho carimbado nos comentários!

Sem vocês, os meus devaneios não teriam tanto sentido.
Afinal de contas, quando nos expressamos, de alguma forma, queremos ouvir o que os outros pensam e sentem.
Cada um tem o seu jeito e a sua opinião e é isso que torna tudo tão especial!

Um beijo para todos que por aqui passam alguns segundos dos seus dias...

quinta-feira, agosto 27, 2009

pretinho básico


O pretinho pode até ser básico, mas quem o veste não é.

Audrey Hepburn é o ícone da elegância sem esforço.
Do pretinho básico, que ela tornou tão chique, aos gestos sutis.
A graça de todos os papéis que interpretou na sua carreira ultrapassam as telas de cinema; ela também foi bela, elegante e doce na vida real.

E para mim ela resume tudo o que uma mulher deveria buscar em sua vida: finesse.
Finesse é uma palavra francesa que vai além da tradução pura (fineza) da palavra, já que também exprime sutileza, delicadeza e refinamento.
E o melhor é que tudo isso se aprende!

Então, se temos que começar por algum lugar, poderíamos buscar a delicadeza nos gestos e nas reações, o refinamento (sem que isso signifique impinar o nariz) e o pretinho básico... por quê não?

O pretinho básico não se resume apenas ao vestinho preto, pode até ser a calça jeans e camisa branca. A idéia é se vestir bem levando em conta: conforto, bom gosto e adequação à idade, biotipo etc, sem que para isso o corpo esteja coberto de marcas.

Um bom exercício é fazer uma pequena mala para uma pequena viagem de final de semana: tem que ter tudo que possa quebrar o galho para o dia, para a noite, para o frio e para o calor.
Esse exercício tem sido o meu! E confesso que não é fácil, tem que caber tudo na mala que vai no bagageiro do avião (afinal, temos que ser práticas até para sair do aeroporto - evitando a demora da esteira das malas e até o possível extravio!).

Outro exercício legal, que na verdade foi o meu ponto de partida para esse post, é o desafio de usar um pretinho báscio durante 365 dias! The Uniform Project é o projeto de uma indiana que mora em NY, chamada Sheena Matheiken e o seu objetivo é mostrar que é possível utilizar um pretinho básico e sempre fazê-lo parecer diferente.

No fundo a idéia é mostrar que dá para ser menos consumista e se virar com o que a gente tem no guarda roupa. No caso da Sheena, ela tem usado 7 vestidos pretos desde maio (na verdade são dois modelos) que mudam completamente dependendo do acessório que ela utiliza.
Para conferir a idéia e os looks, entre no site: http://www.theuniformproject.com/


Se o seu caso não é tão radical, encontre um exercício que encaixe com o seu perfil.
Não custa nada tentar adotar uma vida mais "pretinho básico".
E, quem sabe, não estar menos distante da inigualável Audrey...